Metaprograma, eu? Sim! Você, eu e todos aqueles capazes de se expressar nas mais diferentes formas de comunicação. O sufixo “meta” remete a algo “através de”, que tenha significado muito além do que sugere a palavra. Por exemplo: a metafísica, a metáfora e outros tantos. O substantivo “programa” sugere uma sequência de atividades, logicamente distribuídas, as quais realizam determinada função. Logo, metaprograma, dentro do âmbito da comunicação, é tudo aquilo logicamente e inconscientemente executado por nós de modo a atingir os resultados pretendidos quando nos comunicamos.

Metaprograma, eu? Sim! Você, eu e todos aqueles capazes de se expressar nas mais diferentes formas de comunicação. O sufixo “meta” remete a algo “através de”, que tenha significado muito além do que sugere a palavra. Por exemplo: a metafísica, a metáfora e outros tantos. O substantivo “programa” sugere uma sequência de atividades, logicamente distribuídas, as quais realizam determinada função. Logo, metaprograma, dentro do âmbito da comunicação, é tudo aquilo logicamente e inconscientemente executado por nós de modo a atingir os resultados pretendidos quando nos comunicamos.

Todos temos uma metaprogramação fortemente estabelecida, embasada em nossas experiências de vida e em nossa conformação.

Podemos entender nossa comunicação e sua metaprogramação como um jogo de ping-pong, ou tênis de mesa para os mais aficcionados. Façamos a seguinte associação: O jogador A é o emissor, o jogador B é o receptor, a bolinha é a mensagem enviada e a mesa é o cenário. Quando o jogador A inicia seu saque, ele decide conscientemente uma série de opções: um saque agressivo, cheio de efeitos, com leve curva para a esquerda e que se utilize da rugosidade da mesa para enganar o adversário. A habilidade do jogador B é o que vai decidir se a bolinha será ou não rebatida. Mas aqui fica a primeira indagação: será que o jogador B tem o mesmo tempo consciente para analisar o tipo do saque enviado, seus efeitos, a direção da curva e também escolher quais os efeitos e direções da rebatida? Ou será que suas experiências anteriores, os treinamentos e modelos já estabelecidos em seu inconsciente determinarão a resposta em uma fração de segundo? Se a sua resposta para esta última pergunta foi sim, concordamos que a habilidade de resposta de um jogador de tênis de mesa é um dos seus inúmeros metaprogramas. Vamos então trazer este modelo para nossa comunicação: O quanto você tem se preparado para disparar sua comunicação? Será que também definimos conscientemente os padrões emitidos? A agressividade (tom e velocidade da voz), os efeitos (metáforas, analogias e perguntas retóricas), a direção da curva (onde queremos chegar, o objetivo da comunicação) e a rugosidade da mesa (os efeitos implícitos no cenário como emoções, sentimentos, entendimento, etc). Por outro lado, dependendo da mensagem enviada e os padrões estabelecidos, qual a capacidade do receptor de assimilar a mensagem e definir a rebatida mais adequada? Quem nunca disparou a mais simples das frases e recebeu a mais revolta das respostas?

Entender o entrelaçamento complexo compreendido no metaprograma alheio não é tarefa fácil. No entanto, com certeza uma mensagem bem direcionada, com um mínimo de entendimento dos padrões do receptor, trará resultados mais rápidos e eficazes. Este é um trabalho de longo prazo executado sempre quando estabelecemos uma comunicação, seja como emissor, seja como receptor. Talvez este segundo, de maior complexidade. Introspectivamente, como nos sentimos quando recebemos uma mensagem que dispara metaprogramas indesejados e qual é a nossa habilidade de ponderar, respirar e controlar a “rebatida”? E aí vai o que pode fritar nossos neurônios: Quando avaliamos o metaprograma alheio, estamos utilizando as informações contidas em qual modelo? No nosso ou no da outra parte?

Bom exemplo é o dado na filmagem do best-seller de J.R.R. Tolkien: “O Hobbit”. Logo nos primeiros minutos de filme, Bilbo Bolseiro está calmamente pitando seu longo e curvilíneo cachimbo em frente a sua casa, quando o feiticeiro Gandalf se aproxima. Bilbo emite o mais simples “Bom dia”. O feiticeiro, sem pestanejar, emite a mais complexa das respostas: “O que você quer dizer com “Bom dia”? Que hoje está um bom dia ou que meu dia será bom? Talvez seja um bom dia para se estar bem, ou porque estou bem este deve ser um bom dia?”.

Qual é o entendimento dos metaprogramas aqui apresentados? Simplicidade versus complexidade? Um saque extremamente simples, com uma bolinha reta, alta e sem efeitos, o qual recebe uma rebatida complexa, cheia de efeitos e que foge aos padrões comuns a este contexto? Todos nós temos um metaprograma instalado que nos comandaria a responder um igualmente simples “Bom dia!”. No entanto, a meu ver, gosto da ideia de que o feiticeiro Gandalf do alto de sua sabedoria e longevidade, tem a brilhante capacidade de ponderar, refletir e contextualizar padrões incomuns à mais simples das mensagens. Até porque, a proposta que viria a seguir no desenrolar da cena, também não é das mais comuns.

Lembre-se: saber reconhecer o cenário em que o jogo é jogado é importante, mas diferentemente do jogo de ping-pong, nem sempre a mesa utilizada no começo da partida é a mesma do final. Comunicação é algo extremamente dinâmico e complexo, daí a sua beleza.

Tenha um “bom dia”.

Rafa Vulcani

Deixe um comentário

Trending